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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Gnosticismo e Gnose





















Gnose significa conhecimento (em grego γνῶσις), o termo gignósko significa conhecer. 
O Gnosticismo é bem amplo e complexo portanto não pode descrever-se de forma simples, é uma corrente filosófica e religiosa e vem desde o tempo do Gnosticismo cristão, quase uma versão cósmica do cristianismo e uma reinterpretação dos seus termos numa visão que sincretiza tradições e transforma eventos e elementos em símbolos de significação oculta. Podemos interpretar gnose como conhecimento esotérico.

As origens do Gnosticismo, na verdade, remontam às épocas anteriores ao próprio Cristianismo, que floresciam na Babilònia, no Egito, na Síria e na Grécia.
O gnosticismo relacionava-se com ensinamentos esotéricos da cultura grega e helenística, conduzindo os seus iniciados por um percurso baseado no conhecimento de certas verdades ocultas sobre o Universo, Deus e o homem.

Na atualidade temos movimentos mais modernos como o neoGnosticismo ou o cibergnosticismo.
O Gnosticismo acreditava na existência de um deus criador distinto ou demiurgo, que é uma ilusão e depois emanação a partir do único mónada ou fonte. Este segundo deus é um deus menor, inferior ou falso. Esse deus criador é comumente referido como o demiourgós. O movimento atual mais moderno (neoGnosticismo) incorpora esse conceito de demiurgo em teorias como o simulacionismo, Matrix, realidade holográfica, Demiurgo seria um “programador” desta realidade ilusória (Matrix), a trilogia Matrix também se inspirou muito na Gnose. Existem ainda entidades (observadores, ou anjos caídos) que observam e controlam a humanidade, os Arcontes (archonts).

Um dos mais conhecidos autores no Gnosticismo, com mais de 60 obras publicadas, foi Samael Aun Weor.

Cada autor defende a sua própria versão sobre o neoGnosticismo, portanto existem diferentes descrições. Eu interpreto o neoGnosticismo não apenas como um ressurgimento moderno da Gnose (do séc. 19, com autores como Aleister Crowley, Samael Weor) mas também como o sincretismo entre esoterismo new Age e gnose aliado às novas tecnologias. 
Na internet milhões de pessoas partilham conhecimento, absorvem conhecimento e instruem-se, à semelhança do ciberxamanismo existe a ciberGnose e neoGnose. Outro termo frequentemente utilizado é tecnoGnosis.
Sendo o termo Techgnosis cunhado por Erik Davis, em 1994, num artigo e como título de um livro seu "Techgnosis- Myth, Magic, and Mysticism in the Age of Information".



Algumas crenças no Gnosticismo:

Jesus, mensageiro divino, no seu percurso de vida teria aprendido conhecimentos esotéricos junto dos Essénios, também foi iniciado em conhecimentos esotéricos no Egipto.
O mundo não é o que parece, para que o mal esteja nele escondido; existe um véu de ilusão que o obscurece e ao deus demente (demiurgo). Neste ponto assemelha-se ao hinduísmo que refere Maya como ilusão.

Existe outro reino divino melhor que este, e todos os nossos esforços devem estar orientados para retornar a ele, trazendo-o aqui.


O ser humano é um composto: o aspeto exterior é obra das criaturas inferiores, enquanto o aspeto interior é o da partícula de luz que decaiu da unidade divina original.

O Vaticano (que se crê igreja oficial e única do cristianismo) critica fortemente o gnosticismo, obviamente porque se as pessoas adquirirem conhecimento e independência espiritual deixam de procurar a igreja (ocorre perda de receitas e fiéis).
Por isso nunca reconheceram os evangelhos apócrifos (textos gnósticos escritos antes do cristianismo, alguns anónimos). O termo apócrifos deriva do grego ἀπόκρυφα (coisas ocultas). Os códices de Nag Hammadi são bastante conhecidos, são uma coleção de doze códices escritos em papiro, descobertos em 1945 no Egipto junto à aldeia de Quenoboskion, a 10 km de Nag Hammadi. Estão atualmente conservados no museu Copto do Cairo.

Um indivíduo que conhece a sua própria essência divina, que comunica internamente com o seu Eu-superior e com a divindade, torna-se a sua própria luz, não é facilmente controlável por uma religião, é isso que as religiões temem.


Sílvio Guerrinha

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